Cíntia Cris é artista visual de Mogi das Cruzes (SP). Entre o realismo e o surrealismo, sua produção tem a figura humana como eixo central, com interesse recorrente pela anatomia, expressão, cor e pela presença emocional do retrato. O desenho está no centro de sua prática. A caneta esferográfica tornou-se uma de suas linguagens mais marcantes: o traço permanece, as linhas se acumulam e a imagem se constrói aos poucos, em camadas de cor e textura. A prática também inclui arte digital, com uma primeira experiência no Procreate, e a tatuagem, em realismo, mini-realismo e trabalhos delicados. Parte de sua produção se volta a retratos de pessoas indígenas, à ancestralidade e à memória cultural. Cíntia descreve a arte como uma forma de manter memórias vivas e ajudar esses conhecimentos a atravessar gerações. Para ela, desenhar é também preservar histórias, reconhecer origens e criar conexões entre passado, presente e futuro. Em 2024, Cíntia participou da Exposição Emoções, realizada durante a primeira edição do Festival Somos CRIATIVUS, e de uma exposição na Câmara Municipal de Mogi das Cruzes durante a Semana do Meio Ambiente e o Dia Mundial do Brincar. Seu trabalho também foi apresentado no programa Compartilha, da TV Diário, no episódio “Conheça o trabalho visual da Cíntia Cristina”, disponível no Globoplay. Em 2026, criou “A Cara do Brasil”, desenho em caneta esferográfica que explora identidade, diversidade e as muitas origens que formam o país. Para Cíntia, a obra “representa a nossa diversidade: muitos em um só. Um povo singular em sua identidade, mas plural em suas raízes.” O trabalho em tatuagem pode ser conhecido em cris-santos.com.